domingo, 27 de dezembro de 2015

MADRUGADA





O VENTO VEM PELA ESTRADA
LEVANDO AS FOLHAS
QUE PELO CHÃO FICOU
E PASSA ENTRE EU E A VIDRAÇA
QUE EM UM INSTANTE SE FECHOU
SÃO AMARGAS LEMBRANÇAS
SÃO COMO AS ROSAS
QUE DESFOLHOU
SÃO RIOS EM SEU LEITO
SAUDADES QUE NO PEITO
SUSPIROU ARRANCOU
E VOCÊ NÃO DIZ NADA
FICA CALADA
SONHANDO TALVEZ
NESTA INSENSATEZ
DE SEUS DOCES DESEJOS
É MADRUGADA
O SILÊNCIO PESA
SOBRE MEUS OMBROS
E POR ESTES ESCOMBROS
A LUA SE ESCONDE
AS ESTRELAS VÃO SE APAGANDO
SÃO COISAS QUE ONTEM
MARCAS FORAM DEIXANDO
E TEU OLHAR SE PERDE
A DISTANCIA NÃO SE MEDE
APENAS É ULTRAPASSADA
NA VELOCIDADE DOS PENSAMENTOS
QUANDO O SILÊNCIO DOENTIO
JOGA AS LÁGRIMAS SOB RE O RIO
E VAI EMBORA
SÃO MARCAS DESTA HORA
QUE NÃO PASSA
APENAS ELA SE AFASTA
E DE LONGE EM SILÊNCIO

ME ... MORRER.