domingo, 25 de outubro de 2015

DIANTE DO ESPELHO





DE MINHA JANELA
A CIDADE EU VEJO
E TUDO ESTA ACESO
COLORIDO
A SOLIDÃO NÃO FAZ SENTIDO
A VIDA NÃO É ASSIM
TENHO DENTRO DE MIM
LEMBRANÇAS BOAS
DISTANTES E PERTO
SOBRE A COBERTA
DESTA NOITE ESTRELADA
E UMA SAUDADE DANADA
QUE NÃO QUER PASSAR
MAS NÃO CHORO NÃO
POIS QUANDO BEBO
ENCONTRO NO COPO
AS MARCAS DO SEU BATOM
O PERFUME DE SUAS MÃOS
ALI IMPREGNADO
E MEIO ATORDOADO
COMEÇO A DANÇAR
PASSO PELA SALA
ENTRO NO QUARTO
ME JOGO NA CAMA
E COMEÇO A SONHAR
ABRAÇO O TRAVESSEIRO
ME BANHO COM SEU CHEIRO
E SAIO
HOJE É ABRIL
VOCÊ TAMBÉM SAIU
A PONTE SOBE SOBRE O RIO
EM MAIO PERDIDOS POR AI
EU SEI
VAMOS NOS ENCONTRAR
BATER UM PAPO
E OLHAR AS VITRINES
E DIANTE DO ESPELHO
FICAR VERMELHO
POIS SEI QUE VOU GAGUEJAR
DIZER COISAS
QUE NEM EU SEI DEPOIS O QUE
FALEI
VOCÊ VAI SORRIR
E SEM SE DESPEDIR
VAI DESAPARECER
ASSIM COMO O CARRO
QUE PELO FAROL VERMELHO
PASSOU
DEIXANDO MARCAS DE PNEU
QUANDO TE VIU E FREOU
E EU AQUI NO VAZIO
DO ESPAÇO
ME PEGO PELOS MEUS BRAÇOS
E ME LEVO PARA CASA
O CORAÇÃO ESTA EM BRASA
VAI VIRAR CINZAS
VAI SE APAGAR
ASSIM COMO O LUAR
DEPOIS QUE O VENTO SOPROU
SE MEUS OLHOS CHOROU
EU NÃO SEI
TALVEZ SEJA ESTA CHUVA FINA
QUE AO DOBRAR ESTA ESQUINA
DOS SEUS OLHOS

EM MEUS OLHOS... PINGOU