domingo, 12 de julho de 2015

DEPOIS QUE PASSOU






DEPOIS QUE A CHUVA
PASSOU
GOTAS FICARAM NA JANELA
ATÉ PARECIAM SER
AS LÁGRIMAS QUE ELA
DE SEUS OLHOS DERRAMOU
DEPOIS QUE O VENTO FOI
EMBORA
AS HORAS
NÃO PASSARAM
APENAS PARARAM
ME DEIXANDO AQUI PERDIDO
DENTRO DE UM LABIRINTO
SEM SAÍDA
MAS VOCÊ DUVIDA
QUE EU TE AMO
QUE EU TE QUERO
E AO SOM DE UM BOLERO
ME DEITO
DENTRO DO PEITO
A SAUDADE PASSA
SÃO COMO NUVENS DE FUMAÇA
EM UM DIA CINZENTO
FORAM LEMBRANÇAS QUE O TEMPO
EM MIM GUARDOU
MINHAS LÁGRIMAS NÃO CAEM
SIMPLESMENTE CONGELOU
E AI EU ME APEGO
AO PASSADO
LA FORA O VENTO GELADO
EMBAÇA O VIDRO DA JANELA
E COM OS DEDOS EU ESCREVO NELA
DA SAUDADE QUE SINTO
APENAS UM VINHO TINTO
O FOGO NA LAREIRA
FORAM SEMANAS INTEIRAS
DE UMA LONGA ESPERA
HOJE QUEM ME DERA
ESTIVESSE EM MEUS BRAÇOS
RECOLHENDO MEUS PEDAÇOS
QUE POR AI EU PERDI

DEPOIS QUE TUDO... PASSOU.